sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Lançada a II JORNADA DE EDUCAÇÃO LIBERTÁRIA de PELOTAS



II JORNADA DE EDUCAÇÃO LIBERTÁRIA de PELOTAS 

9, 10 E 11 de Outubro de 2017

Local : OCA : Ocupação Coletiva de ArteirXs

Na Primeira Jornada de Educação Libertária de Pelotas realizada entre os dias 17 e 19 de maio de 2016 apresentamos como tema central “A educação de Anarquistas” cujo objetivo foi resgatar a contribuição dXs libertáriXs na história da educação brasileira em geral e gaúcha em particular, buscamos assim preencher uma lacuna marcada por um “esquecimento” nada involuntário da historiografia da educação Brasileira que até hoje não reconhece o papel fundamental da educação anarquista como a primeira experiência de Educação Popular realizada no país, ou seja, feita com e para as classes trabalhadoras, durante as primeiras duas décadas do Século XX. Além desse necessário resgate da memória histórica a I Jornada possibilitou o intercâmbio de pesquisas em curso sobre a Educação Libertária nas mais diferentes áreas do conhecimento. 

Nesta II Jornada entendemos ser necessário avançar para além da rica história da educação libertária dos anarquistas para refletir sobre outras tradições, mais antigas, mais profundas, que são as milenares formas de educação tradicional dos povos originários, que têm afinidades com as ideias educacionais anárquicas no que diz respeito aos processos de aprendizagens comunitárias sem Estado, sem mercado, sem a instrumentalização racional-burocrática do conhecimento; um “tradicional que é revolucionário” nas palavras de Pedro Garcia Olivo, escritor e anti-pedagogo que estará conosco nessa Jornada para debater essa “Outra Educação” em contraposição à educação ocidental, sob controle do Estado e do mercado. 

A II JORNADA DE EDUCAÇÃO LIBERTÁRIA DE PELOTAS, direcionará, portanto, seu olhar para esse “Outro da educação ocidental” , conforme nos provoca Pedro Garcia Olivo ao afirmar que “precisamos voltar o olhar para esse “outro” da Escola, hoje negado, excluido, mistificado, subjugado, em vias de aniquilação. A dignidade dessa alteridade educativa, vinculada a formações sociais igualitárias, que desconheciam a fisura social e resistiam a farsa sangrenta de nossas democracias, assinalada, por um movimento complementar, el oprobio da Escola, construida sobre a figura do “aluno” em tanto “prisioneiro em tempo parcial”, do professor como “educador mercenário” e da pedagogía tal compêndio de autoengano docente e readaptadora do artificio socializador e subjetivizador. 

Convidamos assim, a todxs que queiram conhecer, analisar, estudar, refletir, debater, pensar sobre o significado dessas práticas educacionais ético-políticas milenares, hoje cada vez mais ameaçadas de destruição com “balas e escolas”, a participar dessa II JORNADA DE EDUCAÇÃO LIBERTÁRIA DE PELOTAS.


IMPORTANTE: PRAZOS PARA ENVIO DE RESUMOS e PROPOSTAS de RODAS DE CONVERSA e OFICINAS: 01  à 22 de Setembro

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site do evento : 

https://libertariosufpel.wixsite.com/jornada/inscricoes


Eixos temáticos:

1. Educação Libertária e intersecção com alternativas como Educação comunitária indígena, Pós-Escolarização e aprendizagens livres (teorias e práticas);


2. Educação Libertária e intersecção com as áreas das Ciências Sociais e Humanas (antropologia, pedagogia, história, geografia, literatura);

3. Educação Libertária e intersecção com estudos de gênero e étnico-culturais.




CONFERÊNCIAS



Dia 09/10 – 19h – Segunda-Feira


“Aprendizagem própria e comunitária, apoio mútuo e coletivismo índio: A experiência dos povos originários de Oaxaca- México

João Francisco Migliari Branco: Sociólogo, Mestre em Educação pela Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (2015) com pesquisa sobre “Movimento Docente, Insurreição Popular e respostas Coletivas de Educação Alternativa em Oaxaca-México” . Atualmente faz doutorado na Faculdade de Educação da USP com a Pesquisa sobre cultura e educação Indígena. Também é membro do GPEL - Grupo de Pesquisa de Poder Poder Político e Lutas Sociais - FEUSP.


Dia 10/10 – 19h Terça-Feira

"A Educação comunitária tradicional dos povos originários como resistência ético-política ao etnocídio da escolarização ocidental” Com Pedro Garcia Olivo


Pedro Garcia Olivo – Filósofo, escritor espanhol, se auto identifica como anti-pedagogo e crítico radical das democracias ocidentais. Licenciado em geografia e Doutorado em História pela Universidade de Múrcia com a tese “A polícia da História Científica” como uma crítica ao discurso científico. Foi professor do Departamento de História Moderna e contemporânea na Universidade de Múrcia. Durante a década de 80 trabalhou na Nicarágua junto a cooperativas. Foi pesquisador na Universidade de Budapeste. Abandonou a carreira docente e durante oito anos foi trabalhar nas montanhas como pastor de cabras no interior de Valencia na Espanha. Em 2001 regressou ao exercício da docência como professor de Geografia e História em Alpuente até Outubro de 2010 quando renuncia definitivamente a docência. Publica “O irresponsável” em 2000 que suscitou forte polêmica por suas críticas radicais a escola, não só as convencionais mas também às experiências alternativas. Escreve o também polêmico “Educador Mercenário, uma critica radical às escolas da Democracia”, onde faz uma crítica ao professor como mercenário do sistema capitalista. Escreveu vários livros sobre educação e crítica à sociedade ocidental. Atualmente realiza pesquisas sobre Educação tradicional índigena e cultura cigana. Entre suas obras destacam -se : “La bala y la escuela :Holocausto indígena” (2009); “El enigma de la docilidad. Sobre la implicación de la Escuela en el exterminio global de la disensión y de la diferencia”(2005); “Cadáver a la intemperie. Para una crítica radical de las sociedades democráticas occidentales”. (2013). “Dulce Leviatán. Críticos, víctimas y antagonistas del Estado del Bienestar”. (2014). “La gitaneidad borrada. Si alguien te pregunta por nuestra ausencia.( 2016).“Desesperar”(2014 em Português) ; “O Irresponsável” (2016 em Português); “O Educador Mercenário. Para uma crítica radical das escolas da democracia”(2017 em Português)



Dia 11/10 – 19h – Quarta-feira

“A Educação Comunitária e Anarquista: A contribuição de Proudhon e Émilie Lamotte”, com Luiza PAschoeto.



Profa. Luiza Paschoeto Guimarães: Doutora em Educação, pela PUC-Rio. Realiza estudos sobre a Educação Anarquista e sobre Pierre-Joseph Proudhon. Mestre em Educação pela Universidade Católica de Petrópolis (2008). Especialista em Docência do Ensino Superior pelo Centro Universitário de Volta Redonda (2000). Graduada em Pedagogia pela Fundação Educacional Rosemar Pimentel (1990). Docente de Disciplinas Pedagógicas: História da Educação e Laboratório de Prática Pedagógica. É Coordenadora do Curso de Licenciatura em Pedagogia; Docente de Disciplinas Pedagógicas em Cursos de Pós-Graduação Lato sensu em Centro Universitário Geraldo Di Biase- Volta Redonda/RJ



RODAS DE CONVERSA


Anarquismo e crianças: para além da escolarização” com Olívia Pires: Mestre e doutoranda em Educação pela UFRGS propôs como tema da Roda de onversa a pesquisa que está realizando: 

“O que andamos escrevendo? A escrita na academia como combate” . Com Luciano Bedin da Costa: Professor da Faculdade de Educação e do Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social e Institucional da UFRGS. Autor de Estratégias Biográficas: biografema com Barthes, Deleuze, Nietzsche e Henry Miller (2011). 

“A história da Autogestão” com Claudio Nascimento, escritor, pesquisador autodidata da Autogestão.



LANÇAMENTO DE LIVROS:



“O Educador Mercenário. Para uma crítica radical das escolas da democracia” de Pedro Garcia Olivo. 

“O futuro de nossas crianças e outros ensaios” com artigos de Émilie Lamotte, Elisé Reclus, Domela Nieuwenhuis, Jean Grave, Charles Ange Laisant ( Editora Biblioteca Terra Livre, 2017) com Rodrigo Rosa ( Biblioteca Terra Livre) 

“58 combates para uma política do Texto” (Lumme Editor, 2017) com Luciano Bedin da Costa, autor.


OFICINAS



Leitura encenada : “Sobre a vontade de Imputar: O adolescente em conflito com a lei e o problema da responsabilidade”, com Prof. Édio Raniere e o grupo de Pesquisa “A vida que vem” . 

Oficina de vivência: movimento de decomposição filosófica da educação com Guilherme Schoreder :


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