segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Sarau de confraternização da Disciplina de Educação Libertária da UFPel




Realizamos na Faculdade de Educação da UFPel neste Semestre uma Disciplina Optativa de Educação Libertária. Participaram estudantes dos mais diversos cursos como sociologia, filosofia, Letras, Dança, Artes Visuais, Matemática, Psicologia, história, Pedagogia, bem como pessoas que participaram como ouvintes sem estarem matriculadas na Universidade. Foi uma experiência muito rica de troca de saberes e conhecimentos sobre uma ideia de Educação pensada e exercitada como autocriação libertária.

Neste semestre vimos um pouco da história da Educação Libertária, desde sua emergência no contexto da filosofia política anarquista que nasce na Europa no Século XIX como pensamento anticapitalista, com a contribuição teórica de pensadores como Willian Godwin, Max Stirner, Proudhon, Bakunin, passando pelas experiências práticas emblemáticas dos anarquistas no campo da educação como do "Orfanato de Cempuis" de Paul Robin, a "Colmeia" de Sabastién Faure, e a Escola Moderna de Francisco Ferrer i Guardia.

Conhecemos as experiências educacionais dos anarquistas no Brasil, pioneiros na educação popular para os trabalhadores e seus filhos durante às decadas de 10 e 20 do Século passado, onde destacamos as ações dos anarquistas na cidade de Pelotas.

Vimos por fim os momentos de renascimento do ethos libertário no final do século XX, com a revolução cultural de 68 e a emergencia da Filosofia da Diferença e seus  pensadores como Foucault e Deleuze e novamente o crescimento das alternativas de caráter libertário nas primeiras décadas do século XXI com as grandes mobilizações sociais antti-sistêmicas como de  2011 na Grécia e Espanha (indignados da Portta del Sol) e nas Jornadas de Junho de 2013 no Brasil, que abrem novas perspectivas na contemporaneidade para novas  práticas de Educação Libertária que se desenvolvem hoje através de processos de Desescolarização e de experimentações em espaços de vivência autônoma e autogestionária como as Okupas. 

Para nossa alegria libertária, encerramos nosso semestre com a ótima notícia do que ocorre em São Paulo: o belo movimento de ocupação de Escolas em São Paulo, no qual estudantes, pais e professores, ao protestarem contra as medidas do governo paulista de fechamento de escolas, responderam com a ação direta de ocupação e autogestão das Escolas. Um movimento cuja prática expressa os fundamentos da Educação Libertária, qual seja a Ação Direta, educação sem intermediários, feita e exercida por todos Ajuda Mútua, ou seja cooperação para troca de saberes e conhecimentos e Autogestão.

Podemos dizer que a Educação Libertária não é apenas uma teoria ou uma utopia é uma realidade que se constrói a cada dia em práticas como estamos vendo na Educação em São Paulo ou em diversas atividades como as realizadas nas Okupas e espaços auttogestionários. 

Para confraternizarmos com todos que participaram dessa experimenttação realizaremos um Sarau, na Sexta-feira, dia 04 , na OCA



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