segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Segunda Edição do Ciclo de Cine-Debate Educação e(M) Liberdade: oKupa & eduKa








O Grupo de Estudos Educação Libertária e a Biblioteca José Saúl da OKUPA 171, iniciam neste semestre a SEGUNDA EDIÇÃO DO CICLO DE CINE-DEBATE EDUCAÇÃO E(M) LIBERDADE.

Nesta segunda edição a temática será as experimentações de cultura-educação realizadas nas Okupas(squats) e nos Espaços Auttônomos de Vivências Libertárias. Serão exibidos 8 documentários abordando desde a história dos primeiros squats na Europa, as experiências brasileiras e práticas envolvendo as atividades educacionais como as bibliotecas, os Grupos de Estudos, Oficinas, bem como os desafios, as lutas, dificuldades e perspectivas desse fazer libertário.

Estas práticas constituem hoje o que podemos identificar como um legado vivo do ethos libertário de gerações de anarquistas do passado, para quem educação e cultura sempre compuseram o mesmo processo. Caracterizadas, sobretudo,  pela autogestão e a liberdade as atuais experimentações destes espaços de vivência libertária resgatam essa tradição do que se constituiu como expressão da Educação Libertária. Se, nas gerações anteriores eram criados Ateneus nos sindicatos, Escolas Modernas do Modelo Ferrer, Teatros operários, jornais e revistas de formação, Centros de Cultura Social, hoje essas práticas de cultura-educação se desenvolvem nesses Espaços autônomos autogeridos com suas oficinas, Grupos de Estudos, fanzines, Bibliotecas, Ciclos de Cinema, feiras de livros anarquistas e fundamentalmente quando a própria experimentação dessa vivência autogestionária se constitui como pedagogia, como Educação Libertária por excelência.

Nesse sentido, a cultura e a educação para os liberários nunca significou a mera  erudição ou a instrumenttalização para formatação de sujeitos sujeitados, mas ao contrário, é o processo de criação a partir da multiplicidade de saberes que formam mulheres e homens como artistas, espíritos- livres que, individual ou coletivamente, possam criar a partir do que aprendem.

É essa EduKação com K que constitui-se como uma possibilidade de efetivação da Educação Libertária capaz de contrapor-se, na prática, à Educação como serviço, oferecida pelo Estado ou pelo mercado e que tem o educador e o educando como meras mercadorias.

Este Ciclo mesmo é uma das atividades organizadas pelo Grupo de Estudos de Educação Libertária  e Biblioteca José Saúl da  OKUPA 171,  que se soma as diversas atividades que a Okupa realiza a mais de 5 anos como as oficinas, Ciclo de Filmes, Grupos de Estudo, Feiras de Livros . Em suma a expressão viva da Educação Libertária da atualidade.

A Biblioteca José Saúl é uma das iniciativas culturais-educacionais da Okupa 171(o nome é uma homenagem ao primeiro ativista anarquista italiano que chegou ao Rio Grande do Sul por Pelotas, vindo da Colonia Cecília ) 


Os documentários exibidos e debatidos no Ciclo possibilitam conhecer essa perspectiva da Educação Libertária de hoje: A EduKação que se faz libertAria com K e com A maiúsculo.

As exibições dos filmes serão realizadas quinzenalmente, nas quintas-feiras, às 15h. Sempre na OKUPA, 171, Av. Quinze de Novembro , 171, Pelotas-RS






PROGRAMAÇÂO

Dia (03/09): Documentário "Casa da Lagartixa Preta'( Brasil, 2013, 70min) 




Este documentário é um registro das muitas experiências e atividades culturais-educacionais realizadas nos 10 anos de existencia da Casa da Lagartixa Preta, Espaço de cultura-educação libertária situada em Santo André/Sp e auttogerida pelo Coletivo Ativismo ABC. Com entrevistas, imagens e fotografias de arquivo, o filme se propõe também a ser uma contribuição para reflexões e práticas de autogestão de espaços autônomos anarquistas. A produção é uma parceria da Anarco-Filmes com a Do Morro Produções e o Coletivo Ativismo ABC.

Dia (17/09): "Mesa, cama, cadeira" e " Okupa La Grieta" y los libros de la esquina"

Nesta data exibiremos dois documentários internacionais

Documentário Cama, mesa, cadeira ( Holanda, 2007, 70min)




O Squat ou Okupa é a tomada de uma casa vazia, basicamente". Com essa declaração, legal e precisa de uma só vez, o espectador é introduzido ao mundo dos "krakers", como os squaters de Amsterdam são chamados. O documentário "Mesa, cama, cadeira" aborda esse movimento em Amsterdam, capital da Holanda. O filme apresenta um retrato documental do movimento Squat com a indagação sobre as abordagens ideológicas e alternativas reais nas estruturas sociais existentes, combinando insights sobre a história do movimento e suas estruturas e práticas autônomas, particularmente bem desenvolvidas com foco sobre a estraordinária situação legal na Holanda. "Mesa, cama, cadeira", mosttra imagens de arquivos que ttraçam as raízes históricas do movimentto até seu climax nos anos 1980, quando até 10 mil krakers viviam em casas ocupadas em Amsterdam.  

 Documentário "Okupa La Grieta" y los libros de la esquina" (Argentina) 


Documentário que conta a história da Okupa "La Grieta" e sua  Biblioteca "Los Libros de la Esquina", que funcionaou no bairro La Boca de Buenos Aires, durante 11 anos até a repressão acabar com a okupa. Tanto sua origem como suas caracterísiticas físicas fizeram do lugar um espaço de diferentes dinâmicas confluindo em multiplas iniciattivas. A parte de cima do lugar servia como alojamento de quem necessitava, vindos de diferentes partes do mundo. Na parte de baixo eram realizados diversos projetos como de outras okupas como a Biblioteca "Los Libros de la Esquina". Em função da remodelação do bairro La Boca, no qual transformam com edificações modernas para aumentar o valor das propriedades começaram a executar desalojos sistemáticos. Assim ocorre com a Casa Okupa La Grieta e a Biblioteca Los Libros de la Esquina”, desalojada pela polícia que destruiu a construção de um projeto de cultura libertária. O documentário mostra esse processo de repressão e destruição realizado pelo Estado.


Cartaz da campanha internacional contra o desalojo da Okupa 



Polícia desaloja La Grieta e a Biblioteca "Los Libros de la Esquina"

Dia (01/10): "Todo fim é um começo'- Espaço Libertário IMPRÓPRIO(SP)





Esse é um documentário sobre o fim de uma experiência de espaço libertário. Mas, como anuncia o título do documentario é um Fim que é parte de outro começo, qualquer começo que pode existir de novas experiências auttogestionárias. O IMPRÓPRIO teve um fim, que é também um começo, de quem quiser começar...
"O IMPRÓPRIO é um espaço (anti) Cultural, autogestionário e antti-hierárquico que começou em junho de 2003. Localizado no centro de São Paulo, o espaço oferece eventos com shows, palestras, debates, oficinas, videos, uma biblioteca, estúdio, lanchonete vegan e um bar". Essa é a melhor definição do que foi, por 8 anos, o Espaço de cultura libertária IMPRÓPRIO, que é o tema do Documentário "Todo Fim é um Começo" que, apartir da história do Espaço e do seu fim em 2011, aborda a importância dos espaços autônomos e libertários, bem como as dificuldades e desafios enfrentados pelos processos de autogestão, com falas e relatos das experiências dos participantes. 



Dia (15/10) "Okupa Flor do Asfalto(RJ) e Okupa Pantano Revida- O Filme(ES)"

Okupa Flor do Asfalto(RJ)

Cartaz de resistência e mobilização conra o desalojo da Okupa

"Copa do Mundo de 2014, Olimpiadas de 2016, o Rio de Janeiro se prepara para novos negócios, novos empreendimentos. A cidade dos consttrastes precisa de mais máscaras que escondam a miséria e a desigualdade, a injusttiça. Primeiro passo: tirar o povo pobre do centro. As formas não tem escrúpulos(...) Em meio a região que figuram esses megalomaníacos projetos se encontra nossa Okupa ("Havia uma flor no meio do caminho. No meio do caminho havia uma flor"). Um espaço de 2500 metros quadrados, que está dividido em duas partes, uma na qual moram mais de 30 famílias e a outra onde se encontra um espaço anarquista autto-gerido chamado "Flor do Asfalto", que existe a 5 anos. Além de funcionar como moradia de indivíduos de afinidade, se desenvolve como espaços cultural. Muitos eventos, oficinas de serigrafia, um herbário, atelier, oficina de biciclettas, uma pequena agrofloresta com umas 70 espécies, cooperativa de alimentos, cozinha comunitária e mais".

Essa é a descrição da Okupa Flor do Asfalo, que existiu entre 2006 e 2011 na cidade do Rio de Janeiro e foi desalojada pelo Estado. O documentário da série Fragmentos de uma Cultura,  faz um passeio pela ocupação e conta um pouco de sua história.


Documentário "OKUPA Pantano Revida- O Filme" ( Brasil, 2013, 25min) 



Documentário produzido por Sr. Cinza Produções e Coletivo Problema do Espírito Santo, "Squat Pantano Revida- O Filme", aborda as experiências, vivências e histórias do Squat Pantano Revida, situado em Aracruz(ES), que resistiu durante quatro anos com muitas atividades e pessoas envolvidas, e sofreu reintegração de posse em agosto de 2013. 


A Biblioteca Comunitária foi uma das diversas atividades cultturais-educacionais da Okupa Pantano- Revida. 
 
Dia (29/10): "Squat Torem' e "Bibliotecas em espaços autônomos- A Experiência da Biblioteiblioteca ca Terra Livre" ( Doc. Brasil, 2013, 16min37s)


O ciclo encerra com dois documentários sobre duas experiências de Fortaleza e São Paulo : 


Squat Toren ( Fortaleza/CE) ( Brasil, 2012, 38 min) 



Cartaz das atividades do Squat Toren


Durante dois anos uma fábrica abandonada foi okupada em Fortaleza/CE, criando a primeira vivência de uma ocupação anárquica na cidade. Esse documentário traz algumas das imagens feitas durante e depois da ocupação, além de depoimentos de pessoas que ali viveram e/ou a apoiaram.





Documentário: "Bibliotecas em espaços auttônomos - A Experiência da Biblioteca Terra Livre" (Brasil, 2013, 16min37s)





Documentário realizado pelo Coletivo da Biblioteca Terra Livre, com depoimentos dos integrantes que contam a história de construção da Biblioteca em 2009 especializada em obras libertárias e a Editora Terra Livre. O video aborda o processo organizativo autogestionário do espaço, o acervo(obras clássicas, contemporâneas, jornais); as atividades permanentes com Grupos de Estudo, espaço de pesquisa, Cineclube, empréstimo/ edições de livros, produção de videos, bem como os desafio de manter um processo organizativo com outras bibliotecas.




Cartaz da Atividade que o nosso Grupo de Estudos realizou em 2014 com a Biblioteca Terra Livre na Okupa 171,  de lançamento da primeira edição brasileira da obra A Escola Moderna" de Francisco Ferrer. Na ocasião contamos com a presença de Rodrigo Rosa, pesquisador e um dos coordenadores da Biblioteca. 

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Edgar Rodrigues o grande pesquisador do anarquismo Brasileiro




Edgar Rodrigues, pseudônimo pelo qual ficou conhecido Antônio Francisco Correia nasceu em em Angeiras, ao norte da cidade de Matosinhos , distrito do Porto (Portugal), em 12 de março de 1921. Foi historiador, arquivista e escritor


Seu pai um era militante anarcosindicalista e participava do "Sindicato das Quatro Artes", filiado à Confederação Geral do trabalho (C.G.T.) e à Associação Internacional dos Trabalhadores(A.I.T.), envolvendo vários ofícios da construção civil de Matosinhos. Seus primos, Armindo da Silva Sarilho e Manuel Sarilho, também pertenciam ao Sindicato.

No final de 1933, esse sindicato foi obrigado a fechar sua sede oficial por causa da repressão da ditadura de Salazar. Parte do seu acervo cultural foi guardado na casa da família de Edgar, onde também se passaram a realizar reuniões noturnas de sua diretoria clandestinamente.

Em 1936, a Polícia de Vigilância e Defesa do Estado (P.V.D.E., depois P.I.D.E.), invadiu de madrugada a moradia dos pais de Edgar, prendendo seu pai. Edgar Rodrigues foi várias vezes visitá-lo nos calabouços da polícia política, durante as dez semanas em que esteve preso sem processo ou julgamento.

Quando seu pai foi solto ainda foi punido mais uma vez ao ser despedido do seu emprego, o que fez a família passar por uma situação econômica muito difícil. Dois anos depois, Correia (como era chamado pelos mais próximos) escreveu o seu primeiro artigo para o diário "Primeiro de Janeiro" (editado na cidade do Porto), que seria recusado por causa da censura. 

Em 1951, fugindo da ditadura Edgar vem para o Brasil onde manterá sua militância e trabalho de pesquisador da memória do movimento anarquista. Foi um dos principais responsáveis pelas pesquisas, preservação da documentação referente aos libertários e publicação de diversos livros.


Tornou-se depositário do arquivo histórico do historiador e arquivista ucraniano Elias Iitchenco após sua morte em 1982. Colaborou para o jorna Fenikso Nigra publicado em esperanto na cidade de Campinas para a revista Letra Livre editada no Rio de Janeiro.

Foi também colaborador em diversos verbetes relacionados ao anarquismo em Enciclopédias e livros - Biblioteca Sorocabana, volume I, História e Memórias da Crearte Editora, 2005 e Enciclopédia Sorocabana. Também foi responsável pelo prefácio da edição fac-similar do Jornal "O Operário", de Sorocaba, publicada em março de 2007.


A pedido de Ideal Peres e Afonso Vieira redigiu um texto sobre a ditadura em Portugal, que foi publicado no jornal anarquista Ação Direta e logo estava participando do grupo editor do mesmo. Em seguida, com a ajuda de companheiros como Enio CardosoDomingos Rojas e Benjamim Cano Ruiz (entre outros), passou a publicar também textos na imprensa libertária internacional e adotou o pseudônimo de Edgar Rodrigues.

Entre os dias 9 e 11 de fevereiro de 1953, participou de um encontro anarquista brasileiro, na residência de José Oiticica, onde conheceu outros militantes ácratas que atuavam em São Paulo: Edgard LeuenrothAdelino Tavares de PinhoLucca GabrielOsvaldo Salgueiro e outros.

Em 7 de março de 1958, por iniciativa do Grupo Libertário Fábio Luz , foi fundado o Centro de Estudos Professor José Oiticica, em homenagem ao recém-falecido José Oiticica, com o propósito de continuar a prolífera obra do valoroso companheiro.


Entre as atividades do C.E.P.J.O., constavam conferências, cursos e leituras comentadas sobre,arte,política,história,vegetarianismo,psicologia,teatro,cinema,literatura,geografia,sociologia e anarquismo. Os convites para as atividades eram feitos na imprensa diária.

O Centro também promoveu, em conjunto com outros grupos, comícios do movimento estudantil e uma campanha pela libertação e asilo político do espanhol anarquista José Comin Pardillos. Outra iniciativa do C.E.P.J.O. foi a criação da Editora Mundo Livre que publicou os seguintes livros anarquistas: "O Retrato da Ditadura Portuguesa" de Edgar Rodrigues de 1962, "A Doutrina Anarquista ao Alcance de Todos" de José Oiticica (em sua 2ª Edição) em 1963, "Anarquismo – Roteiro de Libertação Social" deEdgard Leuenroth em 1963, "O Humanismo Libertário e a Ciência Moderna" de Piotr Kropotkin em 1964 e "Erros e Contradições do Marxismo" de Varlan Tcherkesoff em 1964.

O Centro de Estudos Professor José Oiticica teve uma atuação anarquista durante doze anos (cinco deles sob a repressão da ditadura militar brasileira, 1964-1985), até ser invadido, assaltado e fechado pelas forças armadas.

Edgar Rodrigues iniciou, numa atitude pioneira, a publicação de livros resgatando a história do movimento anarquista no Brasil, e posteriormente, a história do movimento libertário português.  Escreveu 62 livros (entre 1957-2007), publicados sobretudo no Brasil e em Portugal, mas também na Itália , Venezuela e Inglaterra  (alguns na terceira edição). Por volta de 1976, participou junto com a companheira Elvira Boni
, do documentário "O Sonho Não Acabou" de Cláudio Khans, exibido algumas vezes na televisão e em eventos libertários.





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Edgar colaborou com o jornal anarquista O Inimigo do Rei enquanto ele existiu entre os anos de 1977 e 1988, e também escreveu mais de 1760 artigos na imprensa de 15 países, entre eles para os periódicos Voluntad (Uruguai), Solidaridad Obrera (França), A Batalha (Portugal), El Libertario (Cuba), Tierra y Libertad (México/Espanha), El Sol (Costa Rica), C.N.T. (França), La Protesta (Argentina), Solidaridad Gastronómica (Cuba), L’Adunata Dei Refrattari (Estados Unidos), Ruta (Venezuela), Reconstruir (Argentina), Voz Anarquista (Portugal), El Libertario (Venezuela) e muitos outros.








Em abril de 2002, Rute Coelho Zendron fez "Um Estudo Sobre Edgar Rodrigues" que virou um interessante vídeo documentário sobre a vida e obra de Edgar Rodrigues. Em novembro de 2008, o embaixador português no Brasil, Seixas da Costa, prestou-lhe uma homenagem do Consulado-Geral de Portugal no Rio de Janeiro. Edgar Rodrigues faleceu na noite de 14 de maio de 2009, em sua residência, no bairro do Méier, na cidade do Rio de Janeiro, devido uma parada respiratória. Deixando esposa, filhos, netos e uma vasta obra anarquista para ser estudada.





Obras: 



Na Inquisição de Salazar (1957)


  • A Fome em Portugal (1958)
  • O Retrato da Ditadura Portuguesa (1962)
  • Portugal Hoy (Venezuela) (1963)
  • Socialismo: Síntese das Origens e Doutrinas (1969)
  • Socialismo e Sindicalismo no Brasil ( Movimento Operário 1675/1913) (1969)
  • Nacionalismo e Cultura Social (1913-1922) (1972)
  • Violência, Autoridade e Humanismo (1974)
  • Conceito de Sociedade Global (1974)
  • ABC do Anarquismo (Lisboa-Portugal) (1976)
  • Breve História do Pensamento e da Lutas Sociais (Lisboa-Portugal) (1977)
  • Trabalho e Conflito (Greves Operárias 1900-1935) (1977)
  • Novos Rumos (1978)
  • Deus Vermelho (Porto-Portugal) (1978)
  • Alvorada Operária ( Os Congressos 1887-1920) (1980)
  • Socialismo: Uma Visão Alfabética (1980)
  • O Despertar Operário em Portugal (1834-1911) (Lisboa-Portugal) (1980)
  • Os Anarquistas e os Sindicatos em Portugal (1911-1922) (Lisboa-Portugal) (1981)
  • A Resistência Anarco-Sindicalista em Portugal (1922-1939) (1981)
  • A Oposição Libertária à Ditadura (1939-1974) (Lisboa-Portugal) (1982)
  • Os Anarquistas - Trabalhadores Italianos no Brasil (1984)
  • Os Trabalhadores Italianos no Brasil (Itália) (1985)
  • ABC do Sindicalismo Revolucionário (1987)
  • Os Libertários: Idéias e Experiências Anárquicas (1988)
  • Quem Tem Medo do Anarquismo? (1992)
  • O Anarquismo na Escola, no Teatro, na Poesia (1992)
  • A Nova Auroa Libertária(1946-1948) (1992)
  • Entre Ditaduras (1948-1962) (1993)
  • O Ressurgir do Anarquismo (1962-1980) (1993)
  • Os Libertários (1993)
  • O Homem em Busca da Terra Livre (1993)
  • O Anarquismo no Banco dos Réus (1969-1972) (1993)
  • Os Companheiros - 5 volumes-de A a Z (1994)
  • Diga Não à Violência! (1995)
  • Sem Fronteiras (1995)
  • Pequena História da Imprensa Social no Brasil (1997)
  • Os Companheiros (1998)
  • Notas e Comentários Histórico-Sociais (1998)
  • Pequeno Dicionário de idéias libertárias (1999)
  • Universo Ácrata - Volume 1 e Volume 2(1999)
  • Biblioteca Sorocabana (vol. 1 - História e Memória)- participação (2005)
  • Rebeldias (quatro volumes, 2005 - 2007)
  • Um século de História político-social em Documentos (Vol.1 e 2 - 2006 e 2007).
  • Lembranças Incompletas (2007)
  • Mulheres e Anarquia (2007)




Lançada a II JORNADA DE EDUCAÇÃO LIBERTÁRIA de PELOTAS

II JORNADA DE EDUCAÇÃO LIBERTÁRIA de PELOTAS  9, 10 E 11 de Outubro de 2017 Local : OCA : Ocupação Coletiva de ArteirXs Na ...