sexta-feira, 3 de julho de 2015

UFPel terá disciplina optativa de Educação Libertária no segundo semestre de 2015






Neste segundo semestre de 2015 teremos, pela primeira vez  na UFPel uma  Disciplina Optativa sobre Educação Libertária. A disciplina foi elaborada e será ministrada pelo professor Paulo Marques, da Faculdade de Educação, que também coordena o Grupo de Pesquisa "Memória, teoria e prática de Educação Libertária no Rio Grande do Sul" que iniciará seus trabalhos neste segundo semestre e tem vigência de 12 meses. 

A disciplina também contará com a colaboração do professor Édio Raniere da Psicologia,  que trabalhará a teoria de Nietzsche. 

A disciplina denominada  Filosofia, Educação e Sociedade, diferentes leituras e reflexões, com o código 0360261 terá 20 vagas,  4 créditos, 68 h/a e será realizada toda sexta-feira das 13h30h às 16h50min na Faculdade de Educação( a sala será ainda definida)

Segundo o professor Paulo Marques "essa disciplina surge a partir da necessidade de conhecer e aprofundar a reflexão sobre um pensamento filosófico que teve e tem uma fundamental importância para a educação, seja em relação a sua história como as possibilidades que apresenta de uma educação baseada em práticas de liberdade, autonomia,  antiautoritarismo, cooperação, respeito às diferenças e singularidades e perspectiva de formação de sujeitos livres".  Marques destaca ainda que "Por apresentar essa ideia de educação libertária que critica profundamente o Estado, instituições e ideologias totalizantes e absolutistas, essa proposta esteve e ainda está marginalizada na academia,  em especial na pedagogia". 

O pensamento dos educadores libertários, segundo Marques, se caracteriza por sua radicalidade, no sentido daquele que vai na raiz da questão, a mais profunda, ou seja, aquela que aponta questões fundamentais como por exemplo, de que formação e conhecimento estamos falando na educação? E para quê? qual o sujeito que queremos formar? um sujeito sujeitado, doutrinado, amansado, disciplinado, cumpridor de ordens e parte do rebanho de funcionários que o Estado e o mercado exigem? ou um individuo autônomo, livre que busca construir seu próprio caminho, ou como dizia Nietzsche, capaz de "tornar-se ser aquilo que se é" e não aquilo que outro(moral, religião, ideologia, Estado) querem que seja".

Outra questão chave que será trabalhada na disciplina diz respeito a discussão do que significa a Escola. Para Marques " a reflexão e a prática dos s educadores libertários é também uma  crítica a escola como sinônimo de educação. Mesmo que os libertários tenham proposto projetos de escola, o fundamental pare eles sempre foi e educação como construção de conhecimentto e saber, portanto,  é muito mais que escola, até mesmo pode-se dizer que a escola, para os libertários, se caracteriza como  uma anti-educação, na medida em que sua função é muito mais de disciplinamento, controle e doutrinação para os interesses do Estado do que um espaço de conhecimento e saberes".

"A disciplina terá como foco o estudo das teorias e práticas históricas e contemporâneas dos educadores libertários. Desde as ideias clássicas de Proudhon, Bakunin, Paul Robin, Faure, Francisco Ferrer, Tolstói, passando pelos filósofos Stirner e Nietzsche,  Ivan Illich, Alexandre Neill, Maurício Tragtemberg, Maria Lacerda Moura, até a contemporaneidade com as filosofias da diferença de Foucault, Deleuze, Onfray e a  análise das experiências atuais dos Grupos de Estudo, Bibliotecas e Universidades Livres e os , processos de auto-didatismo que caracterizam as experimentações libertárias de educação" salienta o professor Marques.






PROGRAMA E CRONOGRAMA DA DISCIPLINA


Data
Conteúdo a ser desenvolvido
1 – 14/08
Apresentação e discussão do programa; aspectos organizativos e planejamento do semestre.
2- 21/08

Fundamentos do pensamento libertário: Aproximações

a. Conceitos e ethos Libertário: liberdade; autonomia; ação
direta, ajuda mútua; espíritos-livres

Texto 1: PRÉPOSIET, Jean. Cap. I “Os fundamentos do anarquismo- Raízes históricas In PROPÓSIET, J. Histtória do Anarquismo. Lisboa, Edições 70, 2005. p. 17- 46.

Texto 2: TEIXEIRA,Eduardo. Pensamento Libertário, prática revolucionária e ciência: o "filho marginalizado" do Iluminismo se torna referência d práxis contemporânea. In Revista Território Autônomo, número 2, Outono de 2013, p. 17-26.

Texto 3NASCIMENTO, Rogério. O-be-de-cer: o “abc” do princípio de autoridade, ou da covardia. In Revista VERVE, NuSol, PUC-SP, 2002, pp 90-105.

3 – 28/08
Anarquistas e libertários: Convergências e diferenças

Texto 4: TAIBO, Carlos. “Repensar la anarquia. Acción direta, autogestión e autonomia, Madrid, Catara, 2013, CAP. 1 Sobre el anarquismo, pp 15- 43.
4 – 04/09

Fundamentos Teóricos da Educação Libertária

Texto 5: LUZZETTO, Flávio. Cap. 2 O papel da educação nos planos do anarquismo. In Utopias Anarquistas. São Paulo, Brasiliense, 1987.  pp. 39-63.

Texto 6: GALLO, Silvio. Cap. 1. “ O paradigma anarquista em educação” In Pedagogia Libertária. Anarquistas, Anarquismos e Educação. São Paulo, Imaginário, 2007 , pp 18-32.

Texto 7 : PASSETTI, Edson; AUGUSTO Acácio. Cap, II Atravessando os anarquismos e Cap V.Anarquizar a vidaIn Anarquismos e Educação. Belo Horizonte, Autêntica, 2008.  pp. 31- 51; 93-119.

5 – 11/09
Fundamentos Clássicos Educação Libertária

Godwin e Stirner – Da Educação para a felicidade ao “querer” versus “saber”

Texto 8 : CODELLO, Francisco.Cap. 1 Willian Godwin e a Educação para a felicidade, In “A Boa Educação” . Volume 1 A teoria. São Paulo, Icone/Imaginário, 2007. . pp. 27-67.

Texto 9: CODELLO, Francisco. Cap. 3 Max Stirner: A educação como liberação total. In “A Boa Educação” . Volume 1 A teoria. São Paulo, Icone/Imaginário, 2007.  pp. 77-89
Texto 10: STIRNER. Max. O Falso Princípio da nossa Educação. São Paulo Imaginário, 2001. p. 61-87.


6 – 18/09

Proudhon e Bakunin – Da Instrução Politécnica à Educação como paixão e revolta

Texto 11: CODELLO, Francisco. Cap. 4. Pierre-Joseph Proudhon e a instrução Politécnica,In “A Boa Educação” . Volume 1 A teoria. São Paulo, Icone/Imaginário, 2007.  pp. 90- 106.

Texto 12 : CODELLO, Francisco. Cap. 5 Mikhail Bakunin: A Educação como paixão e revolta, In “A Boa Educação” . Volume 1 A teoria. São Paulo, Icone/Imaginário, 2007.  pp. 107-135.

Texto 13. Bakunin, M. A Instrução Integral (1869) In COÊLHO(Org.)Mikhail Bakunin Obras escolhidas, São Paulo Imaginário/Hedra. 2015.

7 – 25/09
Educação Libertária: experiências históricas

Tólstói e a Educação camponesa de “Iasnáia Poliana”

Paul Robin e o Orfanato de Cempuis

Sébastien Faure e “LA Ruche” “A colméia”

Texto 14. ANTONY, Michel. Cap 2.. O Caso Liev tolstói (1828-1910) e a Experiência de Iasnaia Poliana, In Os Microcosmos. Experiências Utópicas Libertárias. , pp. 82- 85.

Texto 15: RAYNAUD, Jean -Marc. Paul Robin e o orfanato de Cempuis. In Revista Educação Libertária, SP/RJ, Número 2, março de 2014, pp. 27-31

Texto 16: UEBARA, Luiza. A presença de La Ruche: experiências anarquistas. In Revista Verve, número 18, 2010, pp 93-107.

Texto 17: FAURE, Sébastién. La Ruche: Uma experiência de educação libertária antes de 1914 .Revista Educação Libertária, SP/RJ, Número 2, março de 2014, pp, 33-41.



8–02/10
Educação Libertária: experiências históricas

Francisco Ferrer e a “Escola Moderna"

Texto 18: GOLDMAN, Ema. Francisco Ferrer e a Escola Moderna. Revista Educação Libertária, SP/RJ, Número 1. Terceiro Quadrimestre de 2006, pp.25- 36.

Texto 19: GALLO, Silvio. Ferrer e a pedagogia racional: um balanço, cem anos depois. Revista Educação Libertária, SP/RJ, Número 1. Terceiro Quadrimestre de 2006, pp 37-43

Texto 20: FERRER, Francisco. A Renovação da Escola. Revista Educação Libertária, SP/RJ, Número 1. Terceiro Quadrimestre de 2006, pp 62-69.


9 – 9/10

Filme: “A língua das Mariposas”

10 - 16/10
Pensamento Educacional Libertário contemporâneo

Ivan Illich e Maurício Tragtenberg- Da desescolarização da sociedade à desburocratização da Educação

TEXTO 21 ILLICH, Ivan, Sociedade desescolarizada, Porto Alegre, Deriva, 2007. pp 7- 54

Texto 22 TRAGTENBERG, Maurício. Cap 1 e 3: “ A delinquência Acadêmica” e “A escola como organização complexa”In Sobre Educação, política e Sindicalismo. Sâo Paulo, UNESP, 2004.  pp 11-19 , pp. 46 -69.

11 – 23/10
  1. Experiências contemporâneas aproximadas à Educação Libertária

  2. Alexandre Neiil e a Escola Livre de Sumerhill (Inglaterra)
  3. José Pacheco e a Escola da Ponte (Portugal)

Texto 23 ANTONY, Michel. Cap. 22 “Experimentações e teorias próximas do movimento libertário, com inúmeras interações, In Os Microcósmos: Experiências Utópicas libertárias, São Paulo, Imaginário, 2011. , pp 164- 190

Texto 24 PACHECO, José. Escola da Ponte. Formação e transformação da Educação, Petrópolis, Vozes, 4 Ed. , 2011, pp. 12- 59.

12 – 30/10
  1. SEMINÁRIO - Educação Libertária no Brasil
  2. O anarco-sindicalismo e a educação dos trabalhadores Sec XIX e XX
  3. Textos de apoio
  4. Texto 25: NASCIMENTO, Rogério. Escolas de indisciplina: notas sobre sociabilidades anarquistas no Brasil em inícios do Século XX. Revista VERVE, número 14, 2008, pp 106-121.
  5. Texto 26: MORAES, José Damiro. “A Educação Libertária no Brasil: Uma trajetória.
  6. Texto 27: GONÇALVES, Adelaide; BRUNO Allyson. Libertários: educação da solidariedade e educação da revolta. Revista VERVE, número 2, 2002, pp 65-85
  7. Texto 28: VALLADARES, Eduardo. A educação anarquista na República Velha. Revista VERVE, número 7, 2005, pp 153-177.
  8. Texto 29: ARENA, Dagoberto B. Escolas anarco-sindicalistas no Brasil: alguns princípios , métodos e organização curricular, Revista História da Educação, ASPHE/Fa/UFPel, Pelotas, número 22, Maio/Ago 2007, p.87-108
13 – 06/11
  1. SEMINÀRIO – Educação Libertária no Brasil hoje
  2. Educação com K, os novos espaços da Educação Libertária na contemporâneidade
  3. Os espaços educativos-culturais libertários : OKUPAS(squats) Bibliotecas, Ateneus e Centros de Cultura Social;i; Comunidades de Aprendizagem
Documentário Casa da lagartixa Preta

Texto de apoio
Texto 30 : MARQUES, Paulo (et all) Educação Libertária escrita com K:
as experimentações de cultura-eduKação libertárias das Okupas, 2015(Artigo inédito) .
Texto 31 : GALLO, Silvio. A escola pública numa perspectiva anarquista. Instrução pública e suas relações com o Estado. Revista VERVE, 2002, pp 124- 164
Texto 30: LENOIR, Hugues. A autogestão pedagógica: âmbito de referências e campo de práticas. In Educar para emancipar, São Paulo, Imaginário, 2007, pp. 95-125.

14 – 13/11

A contribuição do pensamento de Nietzsche para a Educação Libertária
A crítica à educação e cultura da modernidade

Texto 32: ROCHA, Silvia Pimenta. Tornar-se quem se é: educação como formação, educação como transformação. IN FEITOSA, Charles(et.all) Nietzsche e os gregos, RJ, DP&A, 2006, pp. 267- 278.
Texto 33: GALLO, S. Crítica da cultura, educação e superação de si: entre Nietzsche e Stirner. In FEITOSA, Charles(et.all) Nietzsche e os gregos, RJ, DP&A, 2006, pp. 329-344.
Texto 34: OLSON, Daniel. Nietzsche e o anarquismo. Revista VERVE, número 13, 2008, pp. 134-167.
Texto 35: OLIVO, Pedro Garcia. El Educador Mercenário. Para uma crítica Radical a las escuelas de la democracia(Valencia, 2007)

15 – 20/11
Educação Libertária e Filosofia da Diferença

Texto 36: GALLO, Silvio. “Anarquismo e filosofias da Diferença”Ped, In Pedagogia Libertária. São Paulo, Imaginário, 2007. pp. 241- 265
16 – 27/11
Filme de encerramento
17 – 04/12
Oficina Final




Bibliografia: 


ALVES, Rubem. A Escola que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir. Campinas, Papirus,2012.

ANTONY, Michel. Os Microcosmos. Experiencias utópicas libertárias. Sobretudo Pedagógicas, “Utupedagogias”, São Paulo, Imaginário, 2011.

CODELLO, Francisco. “A Boa Educação”. Experiências Libertárias e teorias anarquistas na Europa, de Godwin a Neill. Volume 1: A Teoria. SP: editora Imaginário, 2007.

FAURE, Sèbastien. La Ruche. Una experiência pedagógica, Madrid, La Malatesta Editorial, 2013.

GADOTTI, Moacir. História das Idéias Pedagógicas. São Paulo: Ática, 8 Ed.2011.

GALLO, Silvio. Pedagogia Libertária. Anarquistas, Anarquismos e Educação.São Paulo, Imaginário, 2007

GUARDIA, Francisco. A Escola Moderna, São Paulo, Editora Biblioteca Terra Livre, 2014.

ILLICH, Ivan. Sociedade desescolarizada, Porto Alegre, Deriva, 2007.

KASSICK, N. KASSICK, C. A Pedagogia Libertária na história da Educação Brasileira. Rio de Janeiro, Achiamé,2004.
__________________________A ex-cola libertária. Rio de Janeiro, Achiamé, 2004.

LENOIR, Hugues. Compêndio de Educação Libertária. São Paulo Intermezzo/Imaginário,2014.
___________________Educar para emancipar. São Paulo, Imaginário, 2007.

LIPIANSKY, Edmond. A Pedagogia Libertária. Sâo Paulo, Imaginário, 2007.

LUENGO, J. La escuela de la Anarquia. Madrid, Ediciones Madre Tierra, 1993.

MACHADO, Roberto. Nietzsche e a verdade. Rocco, 1999.

MORAES, Carmen(Org.) Educação Libertária no Brasil. Acervo João Penteado: inventário de fontes. São Paulo, EDUSP, 2013.

NEILL. A. S. Liberdade sem medo. SP, Ibrasa, 1980.

NEILL. A. S. Um mestre contra o mundo. O fracasso que floriu numa nova escola. SP, Ibrasa, 1978.

NIETZSCHE, F. Escritos sobre educação. São Paulo, Loyola, 2012.

OZAÌ, Antonio. Maurício Tragtenberg. Militância e Pedagogia Libertária. Ijuí, Editora Unijui, 2008.

PASSETTI, Edson. AUGUSTO, Acácio. Anarquismo e Educação. Belo Horizonte, Autêntica, 2008.

RECLUS, Élisée, KROPOKTIN, P. Escritos sobre Educação e Geografia. São Paulo, Editora Biblioteca Terra Livre, 2014.

REIMER, Evert. A Escola está morta. RJ, Ed. Francisco Alves, 1979.

STIRNER, Max. O Falso Princípio da Nossa Educação. São Paulo, Imaginaŕio, 2001.

TRAGTENBERG, Maurício. Educação e Burocracia. São Paulo, UNESP, 2012.

TRASATTI, F. Actualidade de la Pedagogia Libertaria.Madrid, Editorial Popular, 2004.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR


ARCHER, Willian. Vida, proceso y muerte de Francisco Ferrer Guardia. Barcelona, Tusquets Editora, 2010.

AZEREDO, V.(Org.) Nietzsche Filosofia e Educação. Ijuí, Editora Unijuí, 2008.

DIÁZ, Carlos. Max Stirner. Uma Filosofia Radical do Eu. São Paulo, Imaginário, 2002.

LARROSA, J. Nietzsche e a educação. Belo Horizonte, Autêntica, 2009.

NEILL, Zoé. SUMMERHILL e A. S. NEILL. A escola com a democracia infantil mais antiga do mundo. Petrópolis, Vozes, 2006.

NEUKAMP, E. Nietzsche O professor. São Leopoldo, Editora Nova Harmonia/Oikos, 2008 .

RANCIÈRE, J. O Mestre ignorante. Cinco lições sobre a emancipação intelectual. Belo Horizonte, Autêntica, 2013.

REVISTA Educação Libertária. São Paulo/Rio de Janeiro. Número 1, Editora Imaginário, abril de 2006

REVISTA Educação Libertária. São Paulo/Rio de Janeiro. Número 2, Editora Imaginário, março de 2014

SAFÓN, Ramón. O racionalismo combatente de Francisco Ferrer y Guardia. São Paulo, Imaginário, 2003.
SILVA, V. A educação pulsional de NIETZSCHE. Jundiaí, Paco Editorial,2012.

STIRNER, Max. O ùnico e a sua propriedade. São Paulo, Martins Fontes, 2009.




2 comentários:

  1. Bom dia!
    Sou da Matemática Licenciatura (noturno) e tenho interesse em cursar essa disciplina. Terei que fazer uso da matricula especial ou essa disciplina está no banco universal de optativas da universidade?
    Se terei que fazer uso da matricula especial, quais cursos devo procurar para fazer a solicitação?
    Grata!
    Suelen
    suelen_vas@hotmail.com (gentileza retornar para esse endereço de e-mail)

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  2. Amei. Gostaria de participar se nao fosse pela distância. Abracos

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